quinta-feira, 22 de novembro de 2018

BLOG ADVOCACIA CATARINENSE: 7 ANOS!


Desde 2011, quando foi criado o blog Advocacia Catarinense, o desafio sempre foi exercer a LIBERDADE DE EXPRESSÃO de forma responsável.

Entendo que fatos só merecem ser expostos se eles forem verdadeiros; as opiniões e críticas se elas forem coerentes, responsáveis e honestas; e os elogios se eles forem realmente merecidos.

Idealmente, assim devem funcionar as coisas numa DEMOCRACIA.

Fatos, opiniões e críticas podem desagradar e até gerar ataques, especialmente em períodos eleitorais, quando uma das partes geralmente discorda ou não gosta do que lê.

É por isso que não admito neste espaço ataques, ilações maldosas e grosserias contra mim ou contra terceiros, seja contra aqueles que admiro, seja contra aqueles que não admiro tanto assim.

O desafio é manter o blog, hoje em seu sétimo ano, exatamente como sempre foi: respeitando a verdade, a coerência, a responsabilidade e a honestidade que se espera de um advogado.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A VELHA POLÍTICA QUER VOLTAR.


O que há de errado em exercer cargo remunerado como representante da OAB? 

Nada, absolutamente!


O que não pode ser aceito é um candidato faltar com a verdade para construir discurso eleitoreiro.

Por isso ele e seu grupo, que juntos fizeram a pior gestão da história da OAB/SC e agora querem voltar, jamais terão meu voto.

PS: O vídeo é do blog Advocacia Catarinense. Aqui o anonimato não tem vez!


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

FAKE NEWS E ANONIMATO: ATÉ QUANDO?




Tem gente que não aprende.

Há 6 anos o candidato à presidência da OAB/SC que venceu a eleição de 2012 - TULLO CAVALLAZZI FILHO - foi vítima de denúncia anônima que - pasme, caro leitor! - foi aceita e processada pela presidência da Seccional pouco antes da eleição, embora o Código de Ética e Disciplina então vigente (assim como o atual) vede denúncias anônimas.

Incrivelmente, sem prévio contraditório e inclusive sem que o representado soubesse da existência da representação, em 24 horas o "processo" teve nomeação de relator - feita imediatamente pelo então presidente PAULO ROBERTO DE BORBA - e deliberação do Conselho Pleno da OAB/SC. Tudo isso sem passar antes, como deve acontecer, sempre, por análise da Comissão de Admissibilidade e posterior julgamento pelo Tribunal de Ética e Disciplina. 

Para piorar, redações de vários jornais receberam quase instantaneamente cópia dos autos do "processo", que é sigiloso, por força de lei, o que foi feito, obviamente, por pessoa ou pessoas de dentro da Seccional que quiseram denegrir a imagem do candidato adversário. Jornalista ouvido pela Polícia Federal afirmou ter recebido do próprio relator da representação cópia dos autos do processo sigiloso.

Acredito que somente em ditaduras algo semelhante aconteça.

Logo após o resultado das urnas a "denúncia" foi arquivada pelo então presidente PAULO ROBERTO DE BORBA...

Há 3 anos vários candidatos da chapa que venceu a eleição de 2015, entre eles o então candidato à presidência PAULO MARCONDES BRINCAS, o então presidente TULLO CAVALLAZZI FILHO e o agora candidato a presidente RAFAEL HORN, foram vítimas de mais de 10 vídeos anônimos,todos produzidos para atacar a honra desses profissionais e pais de família.

Em ambas as oportunidades o anonimato foi derrotado nas urnas.

Agora, faltando pouco para as eleições de 2018, assim como o demônio (para muitos) o anonimato aparece em novo formato: em fan pages do Facebook que atacam, para variar, as mesmas pessoas que já foram vítimas de imposturas anônimas há 3 e 6 anos, entre eles, é claro, o agora candidato à presidência RAFAEL HORN, que está sendo vítima, novamente, da mesma "denúncia" anônima veiculada através de vídeos anônimos em 2015.

Sim, é surreal, mas tem gente que não aprende, que não aprende que sem aprendizado não há futuro.

PS: Para quem desconhece as sórdidas e infames investidas anônimas a que me referi, recomendo a leitura do que já foi escrito neste blog sobre o assunto:

2012:


2015:



terça-feira, 13 de novembro de 2018

DE VOLTA PELO FUTURO


Voltar é preciso.

Sim, porque muitas inverdades precisam ser desmentidas; porque muitas verdades precisam ser ditas; porque há muitos fantasmas de um sombrio passado querendo retornar ao comando OAB/SC.

Enfim, muitas são as razões para eu não assistir calado o processo eleitoral em curso.

sábado, 18 de agosto de 2018

COISA DO PASSADO?

O post abaixo reacendeu minha preocupação em relação o futuro da Advocacia Catarinense; fez-me pensar no quanto vale a pena provocar reflexões; fez-me voltar a escrever aqui.

Advogar e "blogar" ao mesmo tempo não é fácil. Volto a fazê-lo porque, assim como no passado, observo a repetição de velhas práticas e projetos.

Eleições da OAB/SC já se mostraram muito parecidas e até mesmo piores que os sufrágios da política partidária.

Felizmente, nos últimos pleitos os Advogados e as Advogadas catarinenses rechaçaram a chamada velha politica e impediram que seus partidários voltassem a se eleger.

Que continue assim.



Fonte:
https://www.blogdoprisco.com.br/avanco-da-legislacao-eleitoral-impede-uso-da-maquina-publica/

domingo, 8 de julho de 2018

ADVOGADAS NA DIRETORIA DA ASSET/SC

Parabéns, Suzana Melo e Camila Sousa! Que nossas juristas ocupem mais e mais espaços na representação da classe.



Fonte:
http://www.blogdoprisco.com.br/jantar-comemorativo-empossa-nova-diretoria-da-asset-sc/

sexta-feira, 20 de abril de 2018

TRF-4 CONFIRMA IMPROCEDÊNCIA DE AÇÃO POPULAR PROPOSTA POR EX-PRESIDENTE DA OAB/SC CONTRA... A OAB/SC

Na ação popular - proposta e patrocinada por ex-presidente e ex-vice-presidente da OAB/SC, respectivamente - foi pleiteada a condenação da Seccional à devolução de 10 milhões de reais ao Estado de SC. Uma devolução totalmente descabida, conforme decisões de primeiro grau e do TRF-4, que além de representar enriquecimento ilícito para o Estado, despreza o trabalho efetivamente prestado pela Seccional. Lamentável demanda, sob todos os pontos de vista. Lamentável.




Ação popular contra a OAB/SC é julgada improcedente no TRF-4
19/04/2018


A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou, em decisão unânime, a legalidade de indenização paga pelo Estado de Santa Catarina à OAB/SC por serviços prestados com base na Lei Complementar nº 155/1997, que instituiu a defensoria dativa no Estado.
A decisão do tribunal foi proferida em recurso de apelação oriundo de ação popular proposta pelo advogado Paulo Roberto de Borba contra a OAB/SC, que foi por ele presidida de 2007 a 2012.
O autor popular requereu a condenação da OAB/SC ao ressarcimento de aproximadamente R$ 10 milhões ao Estado de Santa Catarina, sob o argumento de que o repasse dos recursos teria sido feito com base na lei complementar 155/1997, declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento realizado em 14 de março de 2012, nas ADI – Ações Diretas de Inconstitucionalidade 3892 e 4279.
Na ação o autor alega que a retenção teria gerado “prejuízo ao erário” na ordem de “R$ 9.969.854,00, que teriam sido “retidos ilegalmente em proveito da OAB/SC”, e também que “o crédito dos causídicos catarinenses não foi integralmente quitado”.
Em sua contestação, a OAB/SC argumentou que não houve qualquer espécie de retenção de valores e tampouco lesão ao erário. Ainda segundo a defesa, o Supremo Tribunal modulou os efeitos da declaração de inconstitucionalidade até 14/03/2013, o que tornaria legal não só o pagamento da indenização devida à instituição, mas também os próprios honorários pagos aos advogados dativos, afirmando que “houve prestação de serviços mesmo após 13/3/2012, enquanto não implantada a Defensoria Pública”.
A sentença do Juiz Federal Vilian Bollmann (leia neste link) rechaçou a alegação de retenção de valores devidos aos advogados dativos, esclarecendo que “não houve a alegada retenção de parte dos valores, mas sim acréscimo do percentual estabelecido pela lei estadual”.
Ao apreciar a alegação de ilegalidade da indenização paga à OAB/SC, o magistrado destacou que o STF julgou procedente a ADI em 14/03/2012, porém “com eficácia diferida a partir de 12 (doze) meses a contar desta data”, acrescentando que “o reconhecimento da validade dos fatos ocorridos durante a vigência da lei estadual não só poderia, como deveria ser feito, inclusive para assegurar os direitos adquiridos dos advogados e da própria OAB/SC”.
Na sentença consta ainda que “todas as atividades realizadas pelos advogados a título de prestação de serviços de defensoria dativa com fundamento na LCE/SC 155/97 até a data de 12/03/2013 eram plenamente válidos, inclusive no que toca à incidência do dispositivo que previa a remuneração da OAB/SC pela coordenação dos trabalhos”.
Em julgamento de reexame necessário realizado nesta quarta-feira, os desembargadores federais da 4ª Turma do TRF-4 seguiram o entendimento do magistrado de primeiro grau, mantendo os termos da sentença.
Em sua sustentação oral durante o julgamento, Márcio Luiz Fogaça Vicari, advogado do autor popular e vice-presidente da OAB/SC durante a gestão 2010-2012, afirmou que o pagamento feito à instituição foi ilegal e defendeu a necessidade de devolução dos valores pagos pelo Estado de Santa Catarina. Vicari foi advogado constituído pela OAB/SC para defender a constitucionalidade da Lei Complementar nº 155/1997 perante as ADI’s julgadas pelo STF em 2012.
O desembargador Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, relator da apelação, destacou que, “ao contrário do alegado pelo autor, a OAB não reteve créditos que eram devidos aos advogados dativos”. Prosseguindo em seu voto, o relator afirmou que, “embora se reconheça a inconstitucionalidade da norma, que em regra opera ex tunc, havendo modulação dos efeitos da decisão judicial…, a nulidade apenas operará ex nunc, em caso após março de 2013”.
Segundo Aurvalle, “havendo duas obrigações assumidas pelo Estado, em retribuição dos serviços prestados pela assistência judiciária dativa, sendo a primeira de pagar aos advogados e a segunda de pagar à OAB, não há porque validar apenas um dos pagamentos”.
Durante o julgamento a desembargadora federal Vivian Josete Pantaleão Caminha enfatizou que, “não tem como cindir, considerar válidos os pagamentos para os profissionais e não a parcela atinente à OAB, porque havia uma justificativa para esse pagamento”.
De acordo com advogados constitucionalistas consultados pelo Jus Catarina, se o TRF-4 tivesse considerado ilegal a remuneração paga à OAB/SC, consequentemente também seria ilegal o pagamento de honorários feito aos advogados dativos por serviços prestados após 14/03/2012, abrindo-se a possibilidade de questionamento judicial de tais pagamentos, risco este que ficou afastado após o julgamento da apelação do autor popular.
Participaram do julgamento os desembargadores federais Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, Cândido Alfredo Silva Leal Junior e Vivian Josete Pantaleão Caminha.
A OAB/SC foi representada pela advogada Cynthia Melin.
Processo nº 5016757-07.2016.4.04.7200


Fonte:
http://www.juscatarina.com.br/2018/04/19/trf-4-confirma-improcedencia-de-acao-popular-proposta-contra-a-oab-sc/

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FIM DA FILA


A chapa 81 venceu em 82% das subseções e fez o dobro dos votos da chapa Adriano + 105. Mas foi em Brusque que Zanotto sofreu sua pior derrota. Lá ele ficou em terceiro lugar, atrás de Paulo Marcondes Brincas e dos votos brancos e nulos.

domingo, 15 de novembro de 2015

A MENTIRA DE ADRIANO


Políticos negando o inegável, afirmando categoricamente que contas na Suíça em seus nomes não lhes pertencem, por exemplo, parecem já fazer parte do noticiário nacional. Parece até que falar a verdade virou supérfluo. 

Quando escrevi O HOMEM QUE NÃO GOSTAVA DE PUBLICAR BALANÇOS ainda não tinha conhecimento da entrevista concedida por Adriano Zanotto ao jornal Notícias do Dia, publicada hoje.

Adriano afirmou ao jornalista Paulo Clóvis Schmitz que quando foi presidente da OAB/SC os balancetes e o balanço anual da instituição "saíam todos os meses na Revista da Ordem".

Não é verdade!!! Não é verdade mesmo!!!

Lamento ter que me referir assim a um ex-presidente da nossa Seccional, mas afirmei e reafirmo: folheei todas as revistas das suas duas gestões e posso garantir que lá não consta um só balanço ou balancete.

Desafio Zanotto a provar o contrário.

O pior da política chegou às eleições da OAB, e chegou pelas mãos de Adriano. Assustador.

INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA



Até onde sei, os telefones da OAB/SC funcionam perfeitamente. Se alguém quiser apresentar alguma reclamação ou sugestão, basta ligar para lá. Simples assim. É o que costumam fazer os colegas que querem ajudar e ser ajudados.

Quem quer aparecer e fazer politicagem vai para o Facebook. É o que fez mais uma vez determinado colega, que já está se notabilizando pelo seu seletivo senso crítico, ao reclamar da existência de mato em algumas das vagas do estacionamento da OAB/SC que fica em frente ao Tribunal de Justiça.

Se ele apoiasse a atual gestão, provavelmente diria que o prolongado período de chuvas dos último mês dificultou a limpeza do local, que a altura das ervas daninhas não impedia a utilização das vagas e que tudo não passa de intriga boba da oposição. Ah, diria também que a limpeza foi feita tão logo o sol voltou a brilhar, o que felizmente aconteceu nos últimos dias.

Fez-me lembrar dos ensinamentos expostos em revista da OAB/SC (publicada durante a gestão de Adriano Zanotto) sobre COMO MATAR SUA ENTIDADE.

Sugiro que numa próxima oportunidade utilize ferramentas mais adequadas. As do seu smartphone tornarão tudo mais fácil...

O DIPLOMA DE ADRIANO?

Para calar a boca daqueles que dizem não saber de onde Adriano Zanotto tirou inspiração para o nome da sua chapa, colega de Florianópolis acaba de enviar o diploma abaixo.

Até agora o autores dos diversos vídeos anônimos produzidos para atacar integrantes da chapa de situação não demonstraram muita coragem. O mesmo pode ser dito de Adriano Zanotto, que não encontrou coragem para repudiar este repugnante anonimato.

Eu não o diplomaria.


A ESCOLHA DE ADRIANO 2: A CONFIRMAÇÃO


No post A ESCOLHA DE ADRIANO, da quinta-feira passada, apresentei minhas reflexões a respeito do fato de Adriano Zanotto ter feito anúncios em jornal, ao invés de ter enviado material impresso aos advogados (o que sempre foi feito em todas as eleições da OAB/SC), esta a única forma eficaz de levar ao conhecimento de todos os eleitores os nomes dos candidatos e as promessas da sua chapa.

Destaquei que esta priorização revela muito mais o individualismo e o personalismo exacerbados do candidato do que uma intenção verdadeira de se comunicar com os advogados, de defender propostas e tornar conhecidos seus colegas de chapa.

Considerando que há muitos anos Adriano passou a viver de política, supus que ele teria priorizado anúncios em jornais em detrimento do envio de material impresso muito mais para expor seu nome e sua imagem a cidadãos não inscritos na OAB que propriamente aos advogados que irão às urnas na próxima segunda-feira.

Não sou vaticinador, mas confirmou-se minha anunciada desconfiança de que na reta final da eleição haveria novos anúncios em jornais. A edição de domingo de um grande jornal está sendo vendida com encarte da chapa de Zanotto, que já em sua primeira página afirma haver “silêncio da OAB Nacional sobre a grave crise no Brasil, [e] que sempre esteve à frente das lutas dos movimentos sociais”.

O encarte ainda faz referência a uma “OAB calada”, sustentando que “Enquanto o povo está na rua protestando contra a corrupção e contra os desmandos do Governo, a OAB/SC adotou postura covarde de inércia e silêncio, abandonando suas bandeiras históricas de luta”.

Adriano fez o que todo político gostaria de poder fazer neste momento, ou seja, dirigir-se ao grande público como poderoso messias que, à frente de uma instituição respeitada, fará algo contra a corrupção que assola nosso país. Exceção feita apenas aos ímprobos e àqueles que se locupletam às custas do Erário, é discurso que indubitavelmente agrada a todos.

Não tenho mais qualquer espécie de dúvida quanto à real intenção da candidatura de Adriano à presidência da OAB/SC: vender sua imagem a  todo e qualquer portador de título eleitoral, advogado ou não, que provavelmente verá a foto do “causídico” nas urnas eletrônicas em 2016, 2018...

Após ter usado a OAB como trampolim político em 2006, quando renunciou à presidência da Seccional para concorrer – sem sucesso – a deputado federal, agora Adriano usa nossa instituição “por fora”, mostrando que dela sabe extrair o máximo. Poderia ao menos respeitá-la, pois as agressivas e irresponsáveis críticas estampadas em jornal de grande circulação produziram um único e triste efeito: diminuir a OAB e os advogados perante a sociedade. Uma vergonha.

Alguma dúvida ainda quanto a intenção de Adriano de transcender os limites da eleição da OAB/SC e com isso se beneficiar politicamente?

Mas o que importa realmente, repito, é sabermos se ele foi justo ao preterir seus colegas de chapa, que assim não puderam defender suas ideias e nem mesmo se apresentar ao grande conjunto de eleitores. Adriano os transformou em escada e parece não ter o mínimo pejo de pisar em seus 105 degraus para chegar onde quer.

Acompanhemos as próximas eleições, porque esta Adriano já perdeu. Moralmente, pelo menos, já começou derrotado.


PS: Para que não paire dúvida quanto ao oportunismo do encarte patrocinado pela chapa de oposição, faço referência ao vídeo constante no post POLITICAGEM para relembrar que Adriano fez rasgados elogios à postura da OAB/SC frente a estes mesmos atos de corrupção, isso há poucos meses, quando ele certamente não sonhava em ser candidato à presidência da Seccional. Os discursos elogiosos à gestão da OAB/SC foram feitos quando Adriano ainda tinha um emprego público, possivelmente perdido por ele estar respondendo ação civil pública por ato de improbidade administrativa (digo possivelmente porque pode não haver qualquer relação entre o fato de Adriano ter deixado a presidência do IPREV no mês de maio e o fato de que um mês antes ocorreu o trânsito em julgado da decisão que tornou indisponíveis seus bens). Sobre o tema, vide CONJUR: CANDIDATO À OAB-SC TEM BENS BLOQUEADOS POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA


O HOMEM QUE NÃO GOSTAVA DE PUBLICAR BALANÇOS


Dos esclarecimentos feitos pela chapa de situação a respeito das críticas feitas pelo candidato Adriano Zanotto, extraio o seguinte trecho:
Simplesmente não é possível comparar a exemplar transparência hoje existente na OAB/SC com o que se viu durante a gestão de Adriano Zanotto. Aliás, seu antecessor na presidência da OAB/SC publicava balancetes bimestrais regularmente, embora não todos. Muito pouco, mas era um começo. Do dia em que assumiu até o dia em que renunciou ao seu segundo mandato como presidente da Seccional, Adriano Zanotto não publicou um único balancete. Pior que não ter avançado, retrocedeu no quesito transparência.

Como Adriano afirmou no debate da TV COM que publicava balanços, folheei todas as revistas das suas duas gestões e confirmei: lá não consta um só balancete!

Nas revistas do seu antecessor eu vi singelos balancetes bimestrais, que começaram a ser publicados em julho de 1999, mas faltam os  balancetes dos meses de novembro e dezembro dos anos de 1999 e 2000. Como exemplo, segue reprodução do último balancete publicado pelo antecessor de Adriano:


A FALÁCIA DE ADRIANO

No debate promovido pela TV COM o candidato Paulo Brincas afirmou que durante a gestão de Adriano Zanotto foi defendido o reajuste do valor do plano de saúde da CAASC com base na denominada sinistralidade.

Procurei nas revistas da Seccional da época de Adriano e confirmei que em 2003 realmente foi justificado o aumento do valor do plano de saúde com base no seu índice de utilização, ou seja, na sinistralidade.

O mesmo critério utilizado para justificar o aumento em 2003 foi utilizado por Paulo Brincas em setembro passado. Foi o que bastou para Adriano passar a atacá-lo como se tivesse cometido um crime de lesa pátria. Não sei se o problema de Adriano é memória fraca ou - como ele diria - de caráter (quem viu o debate sabe do que estou falando).

Segue reprodução da justificativa publicada na revista da OAB/SC de junho de 2003:


sábado, 14 de novembro de 2015

SENSACIONALISTA: NÃO PUBLICAR BALANÇOS SÃO COISAS DA VIDA


Para não perdermos o bom humor, apesar de tudo. Advirto que o sensacionalismo abaixo é totalmente sensacionalista*, viu? Pura ficção saída da cabeça deste humilde blogueiro.

* Porque o que abunda não prejudica: o texto acima é "homemade" - não possui qualquer relação com o site http://sensacionalista.uol.com.br/

ADRIANO ENSINA: COMO MATAR SUA ENTIDADE

Vejam só o que encontrei na Revista da OAB/SC de outubro de 2001, época em que Adriano Zanotto presidia a nossa Seccional. E saibam ele era do conselho editorial.

Tivesse bola de cristal naquele tempo, provavelmente Adriano não teria publicado esta crítica.

Tivesse espelho hoje...


MAU EXEMPLO


Muitos são os predicados que eu espero de um representante dos advogados, mas um deles, básico dos básicos, é EDUCAÇÃO. Quem dá sinais claros de que não a tem jamais terá meu voto. Morro de vergonha só de pensar em ver a advocacia e o Estado Democrático de Direito sendo “defendidos” com grosserias e falta de decoro.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

LANGA


Para o bem ou para o mal, os vídeos (e principalmente os áudios...) se tornaram a sensação destas eleições da OAB/SC. Me refiro agora aos elogios feitos por ex-presidentes da Seccional aos candidatos Paulo Brincas e Adriano.

Adriano recebeu elogios de UM ex-presidente, aquele que o antecedeu no cargo e no ano de 2000 já havia apoiado sua candidatura.

Largando na frente, Paulo Marcondes Brincas já conta com os explícitos e rasgados elogios de pelo menos TRÊS: Amauri João Ferreira, Tullo Cavallazzi Filho e... Adriano.

São coisas da vida.

APOIO DE EX-PRESIDENTES DA SUBSEÇÃO DE JOINVILLE A FABRÍCIO BITTENCOURT E PAULO BRINCAS

A maior subseção da OAB/SC sempre teve eleições disputadíssimas. A existência de chapa única em Joinville, inédita até onde tenho conhecimento, indica o quão profícua e comprometida com os advogados foi a gestão capitaneada pelo Dr. Maurício Voos. A confirmar este sucesso, vemos agora o apoio declarado de 5 ex-presidentes, todos reconhecendo também a excelência da gestão estadual, pedindo votos aos colegas Fabrício Bittencourt e Paulo Marcondes Brincas.


EX-PRESIDENTE AMAURI JOÃO FERREIRA APOIA A CHAPA 81

Valioso apoio de um ex-presidente que fez história na OAB catarinense.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A ESCOLHA DE ADRIANO


Nunca despreze a força de um adversário. Nem mesmo seus argumentos. Eles sempre nos ensinam algo e, melhor de tudo, nos fazem pensar.

Dois dias atrás, um dos candidatos da chapa de oposição me colocou para raciocinar quando questionou os gastos da chapa de situação com a postagem do seu plano de gestão, bem como de uma carta escrita aos advogados para rebater sucessivos vídeos anônimos (prestigiados por Adriano Zanotto, candidato à presidência da OAB/SC).

Embora nunca tenha me candidatado, acompanho eleições da OAB há aproximadamente 20 anos e sei bem que muitas vezes difíceis escolhas precisam ser feitas quanto aos gastos de campanha, até porque é com o esforço pessoal dos próprios candidatos que são definidos os orçamentos.

O envio de materiais impressos pela via postal implica custos, mas é de longe a forma mais eficaz de se levar informações relevantes aos eleitores (advogados, no caso), uma vez que as redes sociais e os e-mails têm alcance muitíssimo limitado, mesmo quando combinados com anúncios na mídia impressa. Certamente por isso, nunca vi uma chapa (de situação ou oposição) deixar de enviar material impresso aos advogados.

Recebi o plano de gestão da chapa de situação. Lendo-o pude conhecer seus candidatos e propostas.

Com o questionamento feito pelo colega de oposição, somado ao fato de que a chapa dele não entregou semelhante material até hoje, a um dia útil da eleição, ficou claro para mim que os oposicionistas optaram por não enviar pelos Correios informações sobre seus candidatos e propostas. Em princípio, nada a questionar quanto a isso, até porque não conheço seu orçamento.

Por outro lado, a chapa de oposição tem anunciado seguidamente no Diário Catarinense, que tem os espaços publicitários mais caros do Estado. Em todos os anúncios consta o nome de Adriano Zanotto e em muitos a sua fotografia, mas lá não vejo os nomes e tampouco os currículos dos 106 candidatos da chapa. Também não são vistas nos anúncios as 82 (segundo informado nas redes sociais) propostas da chapa. Desconfio que na reta final da eleição haverá anúncios similares em outros jornais além do Diário Catarinense.

Porque uma coisa acaba levando a outra, acabei lembrando que, após ter renunciado à presidência da OAB/SC em 2006, Adriano Zanotto tentou se eleger deputado federal naquele mesmo ano, o que fez novamente nas eleições de 2010, em ambas sem sucesso. Na primeira vez obteve 30 mil votos e na segunda a metade disso. Desde então foi nomeado para diversos cargos políticos: Procurador Geral do Estado, Diretor de Engenharia da SC Parcerias, chefe de gabinete do Prefeito de Florianópolis e Presidente do IPREV, estes últimos incompatíveis com o exercício da advocacia.

Em suma, passou a viver de política.

É o que bastou, em minha singela e muito particular opinião, para eu concluir que a decisão de Adriano Zanotto de priorizar anúncios publicitários em detrimento do envio de material impresso pode sim revelar uma intenção oculta, qual seja, de expor seu nome e sua imagem de forma muito mais ampla (embora menos eficaz) que a necessária, alcançando muito mais cidadãos não inscritos na OAB que propriamente os votantes desta nossa eleição.

Para mim, esta priorização revela muito mais o individualismo e o personalismo exacerbados do candidato do que uma intenção verdadeira de se comunicar com os advogados, de defender propostas e tornar conhecidos seus colegas de chapa.

Acredito que o plano de Zanotto transcende os limites da eleição da OAB/SC, principalmente porque nunca entendi a sua surpreendente candidatura, muito menos após ele ter afirmado, no final do ano passado, que propositalmente se afastou das atividades do Conselho Seccional, por admirar muito o trabalho que lá é desenvolvido, reconhecendo inclusive que já é "praticamente dispensado de participar dos debates".

Se eu estiver certo, torna-se desimportante elocubrar sobre o acerto ou desacerto da decisão de Adriano no âmbito da eleição da OAB/SC. O que importa realmente é sabermos se ele foi justo com seus colegas de chapa, que assim não puderam defender suas ideias e nem mesmo se apresentar ao grande conjunto de eleitores.

Só o tempo dirá se Adriano foi justo. E será necessário ainda mais tempo para sabermos se a sua escolha lhe rendeu frutos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

EU FICO COM A PUREZA DA RESPOSTA DAS CRIANÇAS

A espontaneidade que brota dos vídeos de campanha roubou a cena nestas eleições da OAB/SC. Falo dos vídeos assinados, com autoria, não dos lamentáveis anônimos que temos visto por aí.

Colegas apoiando abertamente seus candidatos: legal!

Candidato sendo desmascarado pelo seu próprio discurso: mais legal ainda!

Mas nada supera este gracioso vídeo da Chapa 102 - Unidos Pela Ordem, de Lages. Esta turma me representa!

Uma resposta muito legal àquela foto de um candidato ao Conselho Federal (!!!) com o botton da sua chapa, sorriso amarelo e o dedo médio em riste... Este jamais me representará.

Vejam só que bacana:


POLITICAGEM

Oportuno resgate feito pelo Prof. Eduardo Mello E Souza. Mudar radicalmente de opinião em tão pouco tempo - e sem qualquer motivo razoável - não é "coisa da vida", mas sim demagogia, hipocrisia e oportunismo em grau máximo. Pode até funcionar na política partidária, onde o candidato oposicionista parece ter aprendido o que há de pior, mas não no seio da nossa esclarecida classe.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

HOLLYWOOD, O SUCESSO?


Voltando ao tema ventilado por integrante da chapa de oposição, reconheço que nas eleições deste ano há realmente uma campanha hollywoodiana. Falo do "trabalho" dos delinquentes que insistem em disseminar mentiras através de vídeos anônimos, que em breve serão convidados a "visitar" a Delegacia de Polícia. É serviço de profissionais, com certeza. Os sofisticados recursos técnicos empregados na confecção dos vídeos indicam que os "investidores" estão gastando vultosos recursos com a produção.

A pergunta que não quer calar é: a quem interessa investir tanto nestes covardes ataques?

Não sei exatamente. Sei apenas que o principal candidato de oposição não só deixou de repudiar os ataques anônimos aos seus adversários como tem ainda repetido boa parte do que vem sendo afirmado pelos covardes sem nome e rosto.

É o que basta para não merecer a presidência - aliás, qualquer cargo - da OAB/SC. É o que basta para merecer nossa mais absoluta repulsa.

HOLLYWOOD?



Factóides e informações distorcidas já não me surpreendem mais nestas eleições.

Candidato da oposição acaba de criticar os custos da postagem do plano de gestão da chapa de situação. Começa com uma conta mentirosa, multiplicando o valor de cada postagem pelo número de inscrições da seccional, como se estivesse falando com estúpidos, como se não soubesse que não votam, por exemplo, ex-advogados, falecidos, licenciados, excluídos, inadimplentes, etc.

Não só desrespeitou a mais elementar aritmética (que para ser válida depende de dados verdadeiros) como também os limites da razoabilidade ao dizer que a campanha da situação seria HOLLYWOODIANA. Por que? Porque a chapa de oposição tem gasto uma FORTUNA com anúncios na capa do jornal mais lido - e caro - do Estado, o Diário Catarinense.

Sua "seletiva" capacidade cerebral lhe permite achar normal gastar rios de dinheiro com publicidade para divulgar fotografias de candidatos, ao mesmo tempo em que recrimina gastos com a divulgação de informações úteis e necessárias aos advogados.

VALIOSO APOIO: DR. MIGUEL TEIXEIRA FILHO

O colega Miguel Teixeira Filho, ex-presidente da Subseção de Joinville, fala sobre os motivos para votar em Paulo Brincas, chapa 81 Todos Pela Ordem.

domingo, 8 de novembro de 2015

QUE FASE...


Quando pensava que nada mais poderia me surpreender nas eleições deste ano, eis que surge mais uma.

De todos os despautérios que já vi nos informes da chapa de oposição, o que passo a narrar a seguir é, de longe, o mais grotesco e pueril.

A chapa liderada por Adriano Zanotto acabou de postar a seguinte mensagem:


Em seguida citaram os nomes de Tullo Cavallazzi Filho, Paulo Marcondes Brincas, Marcus Antônio Luiz da Silva, Luiz Mário Bratti, Cláudia Prudêncio e Sandra Krieger, dirigentes da OAB/SC e da CAASC que hoje são candidatos a cargos destas duas instituições, para depois lançarem a pergunta: "Se isso não é  reeleição, é o que?"

Não só deixaram de falar a verdade como ainda atropelaram a lógica e a etimologia.

Voltemos ao Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o famoso amansa burros:

Reeleição: s.f. ato ou efeito de reeleger 1 JUR nova eleição para cargo que estava sendo exercido anteriormente

O fato é: nenhum dos colegas acima citados está se candidatando ao cargo que hoje ocupa.

Perdão! Um deles está sim tentando se "reeleger": Adriano Zanotto, que está tentando ocupar pela TERCEIRA VEZ a presidência da OAB/SC.

Apesar da tentativa de desvirtuamento do compromisso de não reeleição assumido em 2012 – e agora honrado – por Tullo Cavallazzi Filho, a verdade é que apenas o candidato Paulo Marcondes Brincas está assumindo igual promessa. Como não pode fazer o mesmo, só restou ao candidato de oposição fazer brincadeira boba com este compromisso tão sério, que tem sido cada vez mais valorizado pela nossa classe.